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Retinopatia Hipertensiva

  • Foto do escritor: Dra. Alléxya Affonso
    Dra. Alléxya Affonso
  • 15 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
idosa em exame de vista

A retinopatia hipertensiva é uma alteração ocular causada pela hipertensão arterial sistêmica (pressão alta), que provoca modificações nos vasos sanguíneos da retina. Essas mudanças afetam principalmente artérias e arteríolas, podendo comprometer a circulação sanguínea da retina e gerar danos estruturais e funcionais importantes.


Além da hipertensão, outras doenças também podem comprometer os vasos da retina, como a retinopatia diabética, que ocorre devido ao excesso de glicose no sangue em pacientes com diabetes. Embora a retinopatia hipertensiva seja relevante, a retinopatia diabética é ainda mais frequente e está entre as principais causas de cegueira em adultos no mundo.


Causas da retinopatia hipertensiva


A principal causa é, como o nome indica, a hipertensão arterial não controlada. A pressão elevada mantida ao longo do tempo danifica as paredes dos vasos da retina, levando ao estreitamento, rigidez e, em estágios mais graves, hemorragias e inchaço do tecido retiniano.


Sintomas da retinopatia hipertensiva


retinopatia hipertensiva

Nos estágios iniciais, a doença costuma ser assintomática, ou seja, não apresenta sintomas perceptíveis. Por isso, é fundamental que pessoas com hipertensão realizem exame de fundo de olho anualmente, mesmo que não apresentem queixas visuais.


Com a progressão, podem surgir sinais e sintomas como:

  • Redução da acuidade visual (dificuldade para enxergar);

  • Fotofobia (sensibilidade aumentada à luz);

  • Cefaleia (dor de cabeça frequente);

  • Em fases mais avançadas, pode ocorrer visão borrada ou até perda visual significativa.


Classificação da retinopatia hipertensiva


De acordo com a classificação modificada de Scheie, a retinopatia hipertensiva pode ser dividida em diferentes graus:


  • Grau 0: sem alterações visíveis;

  • Grau 1: discreto estreitamento dos vasos arteriais;

  • Grau 2: estreitamento arteriolar evidente, com irregularidades em alguns segmentos;

  • Grau 3: além das alterações do grau 2, surgem hemorragias e/ou exsudatos (depósitos na retina);

  • Grau 4: inclui todas as alterações anteriores e presença de edema de papila (inchaço do nervo óptico), considerado estágio grave.


Retinopatia hipertensiva tem cura?


A retinopatia hipertensiva não tem cura definitiva, mas pode ser controlada. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado da hipertensão arterial e fatores de risco associados (como diabetes, colesterol elevado e doenças hematológicas), é possível evitar a progressão da doença e preservar a visão.


Tratamento da retinopatia hipertensiva


O tratamento está diretamente ligado ao controle rigoroso da pressão arterial e de condições associadas. As principais medidas incluem:

  • Uso correto das medicações anti-hipertensivas prescritas;

  • Controle da glicemia em pacientes diabéticos;

  • Redução dos níveis de colesterol;

  • Adoção de hábitos saudáveis: alimentação balanceada, prática regular de exercícios físicos, redução do consumo de sal, abandono do tabagismo e moderação no consumo de álcool.


O objetivo do tratamento é evitar a progressão dos danos nos vasos da retina, limitar complicações e preservar a visão a longo prazo.


🔎 Resumo

A retinopatia hipertensiva é uma complicação ocular da pressão alta, muitas vezes silenciosa, mas que pode levar à perda visual se não tratada. Consultas oftalmológicas periódicas são fundamentais para o diagnóstico precoce e a prevenção de complicações graves.

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