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Síndrome do olho seco

  • Foto do escritor: Dra. Alléxya Affonso
    Dra. Alléxya Affonso
  • 13 de ago. de 2025
  • 3 min de leitura

A síndrome do olho seco é uma condição cada vez mais comum, especialmente em quem passa muitas horas em frente a telas. Ardência, visão embaçada e sensação de areia nos olhos são apenas alguns dos sinais de que algo não vai bem na lubrificação ocular.


Olho Seco

Com os avanços da oftalmologia, hoje é possível identificar a causa exata do problema por meio de uma avaliação detalhada conhecida como Protocolo de Olho Seco, e oferecer tratamentos eficazes, como a luz pulsada intensa (IPL), segura, moderna e com ótimos resultados para o tipo mais comum de olho seco.


O que é a síndrome do olho seco?


A síndrome do olho seco ocorre quando há um desequilíbrio na produção ou na qualidade da lágrima. Isso pode ser causado por dois mecanismos principais:


  • Deficiência aquosa: produção insuficiente de lágrima pelas glândulas lacrimais.

  • Evaporação excessiva: quando a lágrima evapora rapidamente devido à disfunção das glândulas das pálpebras (glândulas de Meibômio).


Em muitos casos, o paciente apresenta uma combinação das duas formas, o que exige avaliação individualizada.


Avaliação completa com o Protocolo de Olho Seco


O Protocolo de Olho Seco é um conjunto de exames não invasivos e indolores, realizados nos dois olhos de forma simultânea, que permite analisar com precisão a saúde da superfície ocular.

O protocolo inclui os seguintes parâmetros:


  1. NIBUT (Non-Invasive Break-Up Time)

    Avalia a estabilidade do filme lacrimal, ou seja, quanto tempo a lágrima permanece cobrindo o olho antes de se romper. Valores abaixo de 10 segundos indicam instabilidade e maior propensão a sintomas.


  2. Meibografia (avaliação das glândulas de Meibômio)

    Exame de imagem que mostra a integridade das glândulas presentes nas pálpebras. A perda ou atrofia dessas glândulas compromete a camada oleosa da lágrima, favorecendo a evaporação.


  3. Meniscometria (medição do menisco lacrimal)

    Mede a quantidade de lágrima acumulada na borda inferior do olho. Valores baixos indicam produção reduzida, típica do olho seco aquoso.


  4. Vermelhidão bulbar

    Avalia o grau de inflamação na superfície ocular. A vermelhidão é um sinal comum em pacientes com olho seco moderado a grave.


  5. Piscar dos olhos

    Monitora a frequência e a qualidade das piscadas. Piscar incompleto é um fator agravante importante, pois impede a distribuição adequada da lágrima.


  6. Coloração da superfície ocular

    Revela áreas de lesão ou ressecamento na córnea e conjuntiva, importantes para classificar a gravidade do olho seco e guiar o tratamento.


A combinação desses dados permite um diagnóstico preciso e personalizado, diferenciando o tipo de olho seco e indicando a conduta mais eficaz.


Tratamento com luz pulsada: eficaz para o olho seco evaporativo



Quando o exame confirma que a causa do olho seco é a disfunção das glândulas de Meibômio (o tipo evaporativo), o tratamento mais indicado e moderno é a luz pulsada intensa (IPL).


Como a luz pulsada atua:

  • Estimula e desobstrui as glândulas das pálpebras

  • Restaura a camada lipídica da lágrima

  • Melhora a estabilidade do filme lacrimal

  • Reduz a inflamação na margem palpebral

  • Promove alívio dos sintomas já nas primeiras sessões


O procedimento é realizado em consultório, é rápido, seguro, indolor e com excelente tolerância. O número de sessões varia conforme o quadro clínico.


Quem pode se beneficiar do tratamento com luz pulsada?


  • Pacientes com olho seco evaporativo confirmado por protocolo diagnóstico

  • Pessoas que sentem desconforto ao usar telas ou lentes de contato

  • Pacientes com blefarite crônica ou inflamação nas pálpebras

  • Indivíduos que não respondem bem aos colírios lubrificantes convencionais

  • Pós-cirúrgicos com queixas de olho seco persistente


Conclusão: Olho seco tem diagnóstico e tratamento personalizados


A síndrome do olho seco não deve ser tratada com soluções genéricas. A avaliação completa da superfície ocular por meio do Protocolo de Olho Seco permite identificar exatamente o que está comprometendo sua lubrificação ocular.


Com o diagnóstico correto, o tratamento com luz pulsada pode proporcionar melhora duradoura dos sintomas, restaurando o conforto visual e a qualidade de vida.

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