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Blefaroespasmo (Tremor na Pálpebra)

  • Foto do escritor: Dra. Alléxya Affonso
    Dra. Alléxya Affonso
  • 10 de out. de 2025
  • 3 min de leitura

dedo no olho tremendo

O blefaroespasmo é o tremor involuntário das pálpebras, causado por cansaço, estresse ou doenças neurológicas. Saiba as causas, sintomas e principais tratamentos com o oftalmologista.


Blefaroespasmo (Tremor na Pálpebra): causas, sintomas e tratamento


O blefaroespasmo é um distúrbio caracterizado por contrações involuntárias das pálpebras, popularmente conhecido como “tremor no olho” ou “olho pulando”. Na maioria das vezes, o problema está relacionado ao cansaço, estresse ou uso excessivo de telas, mas em alguns casos pode indicar uma condição neurológica ou ocular que precisa ser investigada.

Se o tremor nas pálpebras persistir, é importante procurar um médico oftalmologista para avaliação.


O que é blefaroespasmo?


O blefaroespasmo essencial benigno é causado por espasmos musculares involuntários nos músculos orbiculares das pálpebras, responsáveis por abrir e fechar os olhos.

Essas contrações podem ocorrer em um olho só (unilateral) ou em ambos (bilateral) e costumam ser descritas como uma sensação de “pálpebra tremendo”, “olho piscando sozinho” ou “tremeliques nos olhos”.


Em casos mais graves, os espasmos podem atingir outras partes do rosto ou do corpo. O blefaroespasmo faz parte de um grupo de condições conhecidas como distonias, que envolvem movimentos involuntários e repetitivos.


É importante diferenciar o blefaroespasmo da mioquimia palpebral, que também provoca tremores, mas é geralmente passageira e não impede o ato de piscar.


Causas do blefaroespasmo


As causas mais comuns estão relacionadas a fatores ambientais e emocionais, como:


  • Estresse e ansiedade;

  • Fadiga ocular e falta de sono;

  • Carência de vitaminas (principalmente do complexo B) e magnésio;

  • Excesso de cafeína ou álcool;

  • Uso prolongado de telas (computador, celular, televisão, videogames);

  • Leitura contínua ou dirigir por longos períodos;

  • Uso prolongado de lentes de contato;

  • Traumas emocionais ou físicos.


Durante a gestação, o blefaroespasmo pode surgir por deficiência de vitamina B e magnésio, sendo importante acompanhamento médico. Em alguns casos, a causa não é identificada, chamamos isso de blefaroespasmo essencial idiopático.


Sintomas do blefaroespasmo


Os sintomas variam de intensidade e frequência. Em alguns pacientes, os tremores aparecem de forma intermitente; em outros, podem durar dias ou semanas.


Os principais sintomas incluem:


  • Tremor involuntário da pálpebra (superior ou inferior);

  • Cansaço e desconforto ao redor dos olhos;

  • Piscar excessivo e involuntário;

  • Fotofobia (sensibilidade à luz);

  • Olhos secos e irritados;

  • Contrações no rosto;

  • Visão turva ou embaçada;

  • Dor de cabeça, tontura ou lacrimejamento excessivo.


Quando os tremores são constantes e vêm acompanhados de dor, sensibilidade ou alterações visuais, é fundamental buscar um oftalmologista para avaliação.


Diagnóstico de blefaroespasmo


O diagnóstico é clínico e realizado durante o exame oftalmológico completo. O médico pode realizar testes de reflexo palpebral e trigeminal, além de investigar causas neurológicas ou oculares associadas.


O blefaroespasmo pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais comum em adultos e idosos. Em alguns casos, o oftalmologista pode encaminhar o paciente para o neurologista para exames complementares.


Blefaroespasmo tem cura?


O blefaroespasmo essencial não tem cura definitiva, mas pode ser controlado com tratamento adequado. Nos casos leves, medidas simples como descanso e redução do estresse são suficientes. Já nos casos persistentes, há opções eficazes que ajudam a reduzir os espasmos e melhorar a qualidade de vida.


Tratamento do blefaroespasmo


O tratamento depende da causa e da gravidade do quadro. As principais abordagens incluem:


1- Medidas comportamentais


  • Dormir bem e manter uma rotina de descanso;

  • Reduzir o consumo de cafeína e álcool;

  • Fazer pausas regulares no uso de telas;

  • Aplicar compressas mornas sobre as pálpebras para relaxar os músculos;

  • Técnicas de relaxamento e controle do estresse.


2- Tratamento medicamentoso


O oftalmologista pode prescrever suplementos de vitamina B e magnésio, além de ansiolíticos ou outros medicamentos quando o estresse é um fator importante.


Aplicação de toxina botulínica (Botox)


A injeção de toxina botulínica nos músculos das pálpebras é o tratamento mais eficaz para casos persistentes. O procedimento é simples, realizado em consultório, e reduz as contrações por cerca de 4 a 6 meses, podendo ser reaplicado periodicamente.


Cirurgia (Miectomia)


Nos casos graves e resistentes ao Botox, pode ser indicada a cirurgia de miectomia, que reduz a contração involuntária dos músculos e melhora a função das pálpebras.


Quando procurar um oftalmologista?


Se o tremor no olho persistir por mais de alguns dias, ou vier acompanhado de dor, visão turva ou sensibilidade à luz, procure um oftalmologista. O blefaroespasmo pode parecer inofensivo, mas em alguns casos está relacionado a distúrbios neurológicos ou oculares que precisam de tratamento.



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