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Degeneração macular (DMRI)

  • Foto do escritor: Dra. Alléxya Affonso
    Dra. Alléxya Affonso
  • 11 de nov. de 2025
  • 5 min de leitura

degeneração macular

Entenda o que é a degeneração macular (DMRI), seus principais sintomas, causas, formas de tratamento e como prevenir a perda da visão. Saiba quando procurar um oftalmologista.


A degeneração macular é uma doença que afeta a mácula, região central da retina responsável pela visão nítida e detalhada, essencial para atividades como ler, dirigir ou reconhecer rostos.


Embora o envelhecimento seja o principal fator de risco, a degeneração macular também pode ocorrer em pessoas mais jovens, embora de forma bem menos comum.


A mácula é composta por milhões de células sensíveis à luz. Quando essas células sofrem alterações, a luz que chega aos olhos deixa de ser transformada adequadamente em sinais elétricos para o cérebro, e a visão central passa a ficar borrada, distorcida ou escurecida. Essa condição recebe o nome de degeneração ou degenerescência macular, termos que têm o mesmo significado.


Como se trata de uma doença que compromete a mácula, ela também pode ser chamada de maculopatia.


O que é DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade)


Quando a degeneração da mácula está associada ao processo natural de envelhecimento, chamamos de Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), também conhecida como degeneração macular senil.


A DMRI é uma das principais causas de perda visual em pessoas acima dos 60 anos.

A doença danifica a mácula, região da retina responsável pela visão central, fazendo com que o paciente tenha dificuldade para enxergar objetos diretamente à frente.


Em alguns casos, a progressão é lenta e quase imperceptível; em outros, pode evoluir rapidamente, causando perda visual significativa em um ou ambos os olhos.


Apesar disso, a degeneração macular não leva à cegueira total, pois a visão periférica costuma permanecer preservada. No entanto, a perda da visão central pode dificultar tarefas do dia a dia, como ler, dirigir ou reconhecer rostos.


Drusas maculares: o primeiro sinal da doença


Nos estágios iniciais, a degeneração macular geralmente não apresenta sintomas. Durante o exame de fundo de olho, o oftalmologista pode identificar drusas maculares, pequenos depósitos amarelados sob a retina, que indicam alterações iniciais. Drusas pequenas podem aparecer com o envelhecimento natural, mas quando são médias ou grandes, podem sinalizar risco aumentado para DMRI. Outro sinal importante é a alteração do pigmento da retina, também visível ao exame.


Como é feito o diagnóstico da DMRI


Para confirmar o diagnóstico, o oftalmologista pode solicitar exames específicos, como:

  • Teste de acuidade visual;

  • Exame de fundo de olho;

  • Tela de Amsler (teste simples para detectar distorções na visão);

  • Microperimetria;

  • Angiografia fluoresceínica;

  • Tomografia de coerência óptica (OCT).

Esses exames ajudam a avaliar a mácula e identificar o estágio da doença.


Sintomas da degeneração macular


Nos estágios iniciais, os sintomas podem ser sutis ou inexistentes. Com a progressão da doença, o paciente pode perceber:

  • Mancha escura ou borrada no centro da visão (escotoma);

  • Distorção das linhas retas (elas parecem onduladas ou tortas);

  • Dificuldade para ler ou enxergar detalhes finos;

  • Redução do brilho ou intensidade das cores.


Quando apenas um olho é afetado, o outro pode compensar a visão, dificultando a percepção inicial do problema. Por isso, é importante manter o acompanhamento oftalmológico, especialmente em pessoas com fatores de risco como idade avançada, tabagismo e histórico familiar.


Causas e fatores de risco


As causas exatas da degeneração macular ainda não são totalmente conhecidas, mas alguns fatores aumentam o risco de desenvolver a doença:

  • Idade acima de 60 anos;

  • Tabagismo (o fumo dobra o risco de desenvolver DMRI);

  • Histórico familiar (fatores genéticos têm grande influência);

  • Raça branca (maior prevalência nesse grupo);

  • Má alimentação, obesidade e hipertensão também podem contribuir.


Estágios da degeneração macular


A doença é dividida em três estágios principais, conforme o número e o tamanho das drusas encontradas na retina. É possível que um olho esteja mais afetado do que o outro.


  1. Estágio inicial

Presença de drusas pequenas ou médias, geralmente sem sintomas. O diagnóstico costuma ocorrer em exames de rotina.


  1. Estágio intermediário

As drusas tornam-se maiores e podem aparecer alterações no pigmento da retina. Algumas pessoas já percebem leve perda de visão central.


  1. Estágio avançado

Há lesões significativas da mácula e perda visual mais evidente. Esse estágio pode se apresentar de duas formas: seca (atrófica) ou úmida (exsudativa).


Tipos de degeneração macular


Degeneração macular seca (atrófica)

É a forma mais comum, representando cerca de 90% dos casos. Ocorre quando as células da mácula se deterioram aos poucos, levando a uma perda gradual da visão central. O progresso costuma ser lento e o prognóstico é melhor do que na forma exsudativa.


Degeneração macular úmida (exsudativa ou neovascular)

A forma úmida representa cerca de 10% dos casos, mas costuma evoluir rapidamente e causar perda visual mais grave. Ela ocorre quando vasos sanguíneos anormais crescem sob a retina, provocando vazamento de líquido e sangue, o que danifica a mácula.


Degeneração macular tem cura?


Atualmente, a degeneração macular não tem cura, mas há tratamentos capazes de retardar a progressão e preservar a visão. O diagnóstico precoce é essencial para que o tratamento seja eficaz.


Tratamentos disponíveis


O tipo de tratamento depende do estágio da doença.


Fase inicial

Não há tratamento específico. Recomenda-se acompanhamento regular e mudanças no estilo de vida, como parar de fumar, manter alimentação saudável e realizar exames oftalmológicos periódicos.


Fase intermediária

Alguns estudos indicam que o uso de suplementos antioxidantes pode retardar a progressão da doença. As fórmulas costumam incluir vitaminas C e E, zinco, cobre, luteína, zeaxantina e ômega-3, substâncias que auxiliam na saúde da retina.


A fotobiomodulação é uma opção terapêutica promissora para pacientes com degeneração macular seca em fase intermediária. O tratamento utiliza luz em comprimentos de onda específicos (geralmente vermelha e infravermelha próxima) para estimular as células da retina, reduzindo o estresse oxidativo e melhorando o metabolismo celular. Estudos indicam que a fotobiomodulação pode retardar a progressão da doença, melhorar a sensibilidade visual e aumentar o contraste e a nitidez das imagens, especialmente quando iniciada precocemente e associada ao acompanhamento oftalmológico regular.


Degeneração macular exsudativa


Existem duas principais formas de tratamento:


  1. Injeções intraoculares de anti-VEGF: Medicamentos antiangiogênicos bloqueiam o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), responsável pela formação de novos vasos anormais. As injeções são aplicadas diretamente no olho sob anestesia local e, na maioria dos casos, são repetidas em intervalos regulares.

  2. Terapia fotodinâmica: O paciente recebe uma injeção intravenosa de uma substância (verteporfina), ativada por um laser especial. Essa técnica fecha os vasos anormais sem danificar o tecido saudável da retina, reduzindo a progressão da doença.


Prognóstico


Nem todos os pacientes com degeneração macular inicial desenvolverão a forma avançada. A evolução é variável, mas o acompanhamento regular com o oftalmologista aumenta as chances de preservar a visão e controlar a doença.


Prevenção: como proteger sua visão


Alguns hábitos podem reduzir o risco de desenvolver DMRI ou retardar sua progressão:

  • Não fumar;

  • Praticar atividades físicas regularmente;

  • Controlar pressão arterial e colesterol;

  • Manter uma alimentação rica em vegetais, frutas e peixes;

  • Usar óculos escuros para proteger os olhos da radiação ultravioleta.


Adotar um estilo de vida saudável é a melhor forma de cuidar da saúde ocular e prevenir doenças da retina.


Conclusão

A degeneração macular é uma doença que pode comprometer a qualidade de vida, mas o diagnóstico precoce e o tratamento adequado ajudam a preservar a visão por muitos anos.Se você tem mais de 50 anos, histórico familiar da doença ou fuma, converse com seu oftalmologista sobre a importância de exames preventivos.

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