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Diplopia (Visão Dupla)

  • Foto do escritor: Dra. Alléxya Affonso
    Dra. Alléxya Affonso
  • 29 de out. de 2025
  • 4 min de leitura

relógio duplicado

Descubra o que é diplopia (visão dupla), quais são suas causas, tipos e sintomas mais comuns. Saiba como é feito o diagnóstico e o tratamento com o oftalmologista.


O que é diplopia?


A diplopia, também conhecida como visão dupla, é um sintoma em que uma única imagem é percebida em duplicidade. Ou seja, o cérebro interpreta um único objeto como se fossem dois.


Os pacientes costumam descrever a diplopia com expressões como: “ver duas imagens”, “imagem duplicada”, “imagem repetida”, “imagem fantasma” ou “visão dupla”.


A diplopia pode se apresentar de diferentes formas:

  • Diplopia horizontal: as imagens aparecem lado a lado. Pode ser cruzada, quando a imagem do olho direito é percebida à esquerda e vice-versa, ou homônima, quando a imagem do olho direito aparece à direita e a do olho esquerdo à esquerda.

  • Diplopia vertical: as imagens são percebidas uma acima da outra.

  • Diplopia oblíqua: ocorre uma combinação de diplopia horizontal e vertical, podendo incluir torção da imagem.


A visão dupla pode estar relacionada a diversas doenças oculares ou sistêmicas, variando desde causas simples até condições potencialmente graves. Em alguns casos, pode ser o primeiro sinal de doenças musculares ou neurológicas. Por isso, o sintoma não deve ser ignorado, e a avaliação com um médico oftalmologista deve ser feita o quanto antes.


Em algumas situações, o paciente pode enxergar múltiplas imagens, condição chamada poliopia.


O que é poliopia?


Na poliopia, o paciente enxerga várias imagens do mesmo objeto, e não apenas duas. Embora seja menos comum, esse sintoma também pode estar relacionado a alterações oculares, como doenças da córnea ou do cristalino.


Diplopia binocular


A diplopia binocular ocorre apenas quando os dois olhos estão abertos. Ao fechar um deles, a visão volta ao normal. Esse tipo de diplopia está frequentemente associado ao desalinhamento ocular, como no estrabismo.


Diplopia monocular


Já a diplopia monocular persiste mesmo quando um dos olhos está fechado, afetando apenas um olho. Geralmente, está associada a problemas ópticos, como catarata, ceratocone ou astigmatismo, que distorcem a passagem da luz até a retina.


Sinais e sintomas da diplopia


Além da visão dupla, o paciente pode apresentar:

  • Visão borrada ou turva;

  • Dor nos olhos;

  • Desalinhamento ocular perceptível;

  • Sensibilidade à luz (fotofobia);

  • Ardência ou sensação de queimação;

  • Olhos saltados (exoftalmia);

  • Fraqueza muscular;

  • Dores de cabeça ou vertigens.


Mesmo na ausência de outros sintomas, a diplopia precisa ser investigada com urgência.

Se a visão dupla surgir de repente, principalmente após um trauma ocular ou craniano, é fundamental procurar atendimento médico imediato, especialmente se houver sintomas como fraqueza, dormência, dificuldade para falar, engolir, tontura ou dor de cabeça intensa.


Principais causas da diplopia


A visão dupla pode ter diversas causas, tanto oculares quanto sistêmicas (relacionadas a outras partes do corpo, como o sistema nervoso).


Catarata


A catarata é uma das causas mais comuns de diplopia monocular. Ocorre quando o cristalino (lente natural do olho) fica opaco, dificultando a passagem da luz até a retina. O tipo mais comum é a catarata senil, ligada ao envelhecimento natural.


Ceratocone


O ceratocone é uma doença degenerativa que afina e deforma a córnea, levando à formação de múltiplas imagens (poliopia ou diplopia monocular), além de visão embaçada, sensibilidade à luz e baixa acuidade visual.


Astigmatismo


O astigmatismo é um erro refrativo que faz com que a imagem se forme de maneira distorcida na retina. Pode causar visão dupla, dor de cabeça e dificuldade para enxergar de longe e de perto. Está frequentemente associado à miopia e à hipermetropia.


Estrabismo


A diplopia binocular está comumente relacionada ao estrabismo, que ocorre quando os olhos não estão alinhados e apontam para direções diferentes. Isso faz com que o cérebro receba duas imagens desalinhadas do mesmo objeto. O estrabismo pode ser congênito ou adquirido e, no caso das crianças, costuma estar associado à hipermetropia. Quando não tratado precocemente, pode levar à ambliopia (olho preguiçoso).


Exoftalmia (ou proptose)


A exoftalmia, caracterizada pelo “olho saltado”, ocorre quando o globo ocular se projeta para fora da órbita. Uma das causas mais comuns é a doença de Graves, relacionada ao hipertireoidismo. Além da diplopia, pode causar vermelhidão, lacrimejamento, dor, inflamação e, em casos graves, perda de visão.


Causas neurológicas e sistêmicas


Diversas doenças neurológicas também podem causar diplopia, como:


  • Miastenia gravis

  • Síndrome de Guillain-Barré

  • Botulismo

  • Esclerose múltipla

  • Tumores cerebrais

  • AVC (acidente vascular cerebral)

  • Aneurismas

  • Infecções ou inflamações próximas aos olhos, como sinusites e abscessos.


Como as causas podem variar muito em gravidade, é essencial investigar rapidamente a origem da diplopia para iniciar o tratamento adequado.


Diagnóstico da diplopia


O diagnóstico é feito pelo oftalmologista, que realiza uma anamnese detalhada e exames oculares completos.


Entre os exames que podem ser solicitados estão:


  • Exame de lâmpada de fenda

  • Campimetria visual

  • Topografia de córnea

  • Tonometria ocular

  • OCT (tomografia de coerência óptica)

  • Tomografia computadorizado ou ressonância magnética, quando há suspeita de causas neurológicas.


Em alguns casos, pode ser necessário encaminhamento para outras especialidades, como neurologia ou endocrinologia.


A diplopia tem cura?


Sim, a diplopia pode ter cura, dependendo da causa. Ao tratar a condição de base, seja uma doença ocular, neurológica ou muscular, a visão dupla tende a desaparecer. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental.


Tratamento da diplopia


O tratamento da diplopia é direcionado à causa principal. Alguns exemplos incluem:


  • Correção óptica (óculos ou lentes de contato) em casos de astigmatismo ou ceratocone;

  • Cirurgia de catarata, quando o cristalino está opaco;

  • Terapia para estrabismo ou cirurgia ocular em casos de desalinhamento;

  • Tratamento hormonal ou imunológico para doenças da tireoide;

  • Abordagem neurológica específica quando o problema está no sistema nervoso.


Após o tratamento adequado, a visão tende a se normalizar e os sintomas desaparecem.


Em resumo:


A diplopia é um sintoma que sempre merece atenção. Ao perceber visão dupla, procure o oftalmologista o quanto antes para identificar a causa e iniciar o tratamento mais apropriado.

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