Maculopatia
- Dra. Alléxya Affonso

- 14 de nov. de 2025
- 3 min de leitura

Entenda o que é a maculopatia, suas causas, sintomas e os tipos mais comuns, como degeneração macular, maculopatia diabética e miópica. Saiba quando procurar um oftalmologista e quais os tratamentos disponíveis.
O que é maculopatia?
A maculopatia é o termo utilizado para descrever qualquer doença que afete a mácula, região central da retina responsável pela visão detalhada e pela percepção de cores. Como essa área é essencial para enxergarmos com nitidez, alterações na mácula podem causar dificuldade para ler, reconhecer rostos e enxergar detalhes finos, comprometendo de forma significativa a visão central.
Causas da maculopatia
As causas da maculopatia variam conforme o tipo da doença. Entre as mais comuns estão fatores metabólicos, degenerativos, inflamatórios, traumáticos e relacionados à idade. A seguir, conheça os principais tipos de maculopatia e suas origens.
Maculopatia diabética
A maculopatia diabética é uma complicação frequente da retinopatia diabética, condição em que os vasos sanguíneos da retina são afetados pelo excesso de glicose no sangue. Quando o vazamento desses vasos ocorre na mácula, há acúmulo de líquido e edema, levando à visão a ficar borrada e distorcida. É uma das causas mais comuns de perda visual em pessoas com diabetes, podendo afetar uma ou ambas as retinas.
Maculopatia degenerativa
A maculopatia degenerativa, também conhecida como degeneração macular ou degeneração macular relacionada à idade (DMRI), é uma das principais causas de perda de visão em pessoas com mais de 60 anos. Apesar de estar frequentemente associada ao envelhecimento, fatores como tabagismo, histórico familiar e exposição solar também aumentam o risco. Essa doença pode evoluir de forma seca (mais lenta) ou úmida (mais agressiva), exigindo acompanhamento regular com o oftalmologista.
Maculopatia miópica
A maculopatia miópica ocorre em pacientes com alta miopia (geralmente acima de 6 graus), devido ao alongamento do globo ocular e às alterações estruturais que isso causa na retina e nas camadas adjacentes. O estiramento excessivo pode provocar atrofia, hemorragias e até formação de membranas neovasculares, afetando a visão central. Em casos avançados, pode estar associada a descolamento de retina, glaucoma e catarata.
Maculopatia pós-facectomia
A maculopatia pós-facectomia é uma complicação que pode surgir após a cirurgia de catarata. Caracteriza-se pelo acúmulo de fluido na retina (edema macular cistóide), que leva à distorção ou redução da visão. Ao exame oftalmológico, observa-se espessamento da mácula e, em exames de imagem como a angiografia, é possível ver o padrão em “pétala de flor” característico dessa condição.
Maculopatia traumática
A maculopatia traumática aparece após um traumatismo ocular, seja por impacto direto, corpo estranho intraocular ou ferimento penetrante. A gravidade depende do tipo e da intensidade do trauma. Quando há comprometimento direto da mácula, o prognóstico visual tende a ser reservado e, em muitos casos, é necessária intervenção cirúrgica para tentar restaurar parte da visão.
Maculopatia solar
A maculopatia solar ocorre pela exposição direta ao sol sem proteção adequada, principalmente durante eclipses solares ou em situações de observação prolongada da luz solar. A radiação causa uma lesão fotoquímica na mácula, resultando em visão embaçada, manchas centrais (escotomas), fotofobia e distorção das imagens. É uma condição que pode afetar os dois olhos e, em alguns casos, causar danos permanentes à visão.
Sintomas da maculopatia
Os sintomas da maculopatia variam conforme o tipo e o estágio da doença, mas costumam incluir:
Visão central borrada ou distorcida;
Dificuldade para ler e reconhecer rostos;
Alteração na percepção de cores;
Manchas escuras ou áreas cegas no centro da visão (escotomas);
Necessidade de mais luz para realizar tarefas visuais.
Ao perceber qualquer um desses sinais, é essencial procurar um oftalmologista especialista em retina para diagnóstico precoce e definição do tratamento mais adequado.
A maculopatia tem cura?
A cura da maculopatia depende da causa. Em alguns casos, como na maculopatia diabética, o controle rigoroso da glicemia e o tratamento ocular adequado podem estabilizar ou melhorar a visão. Já nas formas degenerativas, o objetivo principal é retardar a progressão da doença e preservar a visão restante, com terapias que incluem injeções intraoculares, suplementos antioxidantes, fotobiomodulação e acompanhamento contínuo.
Tratamento da maculopatia
O tratamento da maculopatia é individualizado e depende da origem e da gravidade da lesão. Pode envolver uso de colírios, medicamentos injetáveis, laser, suplementos antioxidantes ou terapias com luz (fotobiomodulação). Em todos os casos, o diagnóstico precoce e o acompanhamento especializado são fundamentais para manter a melhor qualidade visual possível e evitar a progressão da doença.




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