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Olhos inchados

  • Foto do escritor: Dra. Alléxya Affonso
    Dra. Alléxya Affonso
  • 15 de out. de 2025
  • 5 min de leitura

Atualizado: 17 de out. de 2025


olho bem inchado

O olho inchado, também conhecido como edema ocular, é uma condição comum que pode ter diferentes causas, desde alergias oculares e infecções, até traumas e doenças inflamatórias.


Esse inchaço pode atingir um ou ambos os olhos, aparecer em qualquer hora do dia e afetar pessoas de todas as idades.


Em muitos casos, o inchaço nos olhos é apenas temporário e leve, mas em outros pode indicar uma condição que precisa de avaliação por um oftalmologista. Em Moema, São Paulo, é possível realizar uma avaliação completa com a Dra. Alléxya Affonso, médica oftalmologista.


O que causa olhos inchados?


O “inchaço nos olhos” pode surgir por diferentes motivos. Ele pode se concentrar na parte inferior dos olhos, nas pálpebras superiores ou ao redor de todo o contorno ocular. A intensidade do edema nem sempre reflete a gravidade do problema, às vezes, doenças leves causam inchaços marcantes, enquanto condições mais sérias podem passar despercebidas.


Além das causas oculares, o olho inchado também pode estar relacionado a cansaço ocular, retenção de líquidos, alterações hormonais ou até problemas renais.


A seguir, veja as causas mais comuns:


Alergias oculares


As alergias nos olhos estão entre as principais causas de olhos inchados. Elas ocorrem quando o sistema imunológico reage de forma exagerada a substâncias como pólen, poeira, pelos de animais, cosméticos, colírios ou soluções para lentes de contato.


Os sintomas mais comuns incluem:

  • Inchaço nas pálpebras;

  • Vermelhidão ocular;

  • Coceira intensa;

  • Ardor e sensação de areia nos olhos;

  • Olhos lacrimejantes e irritados.


Pessoas com asma, rinite alérgica ou dermatite atópica têm maior predisposição a desenvolver alergias oculares.


Conjuntivite


A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, a membrana que reveste a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras. Pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou reações alérgicas. Além do inchaço e vermelhidão, o paciente pode apresentar coceira, secreção e sensibilidade à luz.


Embora geralmente seja uma condição benigna, a conjuntivite requer diagnóstico adequado para evitar complicações e determinar o tratamento correto.


Hordéolo (terçol)


O hordéolo, conhecido popularmente como terçol, é um pequeno nódulo dolorido e avermelhado na pálpebra, causado pela inflamação de glândulas sebáceas bloqueadas. O terçol pode ser externo (na borda da pálpebra) ou interno (em glândulas mais profundas).


Os sintomas incluem:

  • Inchaço localizado na pálpebra;

  • Dor ao tocar;

  • Sensação de corpo estranho;

  • Lacrimejamento e fotofobia (sensibilidade à luz).


Na maioria dos casos, o hordéolo melhora espontaneamente, mas compressas mornas podem acelerar a recuperação.


Calázio


O calázio é um pequeno cisto cheio de secreção, que se forma devido ao entupimento das glândulas meibomianas da pálpebra. Embora se pareça com um terçol, o calázio geralmente não causa dor e tende a crescer lentamente.


Ele pode surgir na pálpebra superior ou inferior e, em alguns casos, desaparecer sozinho. Porém, quando o nódulo aumenta de tamanho, pode causar desconforto estético ou prejudicar a visão, nesses casos, o tratamento oftalmológico é indicado.


Blefarite


A blefarite é uma inflamação crônica da borda das pálpebras, frequentemente associada à oleosidade da pele e ao olho seco. Além do inchaço e vermelhidão, pode causar:


  • Caspa na base dos cílios;

  • Coceira e ardor;

  • Sensação de corpo estranho;

  • Olhos lacrimejantes.


É uma condição recorrente, mas controlável com higiene palpebral adequada e acompanhamento oftalmológico regular.


Celulite orbitária


A celulite orbitária é uma infecção bacteriana grave que afeta os tecidos ao redor dos olhos, provocando inchaço intenso, dor, febre e olhos saltados. Trata-se de uma emergência médica, pois pode causar danos ao nervo óptico e comprometer a visão. Requer tratamento imediato com antibióticos e acompanhamento hospitalar.


Herpes ocular


Causada pelo vírus herpes simplex, essa infecção pode afetar as pálpebras, a córnea e outras estruturas do olho. Além do inchaço e vermelhidão, o paciente pode apresentar feridas dolorosas, visão turva e sensibilidade à luz. O tratamento precoce é essencial para evitar complicações.


Doença de Graves


A Doença de Graves é uma condição associada ao hipertireoidismo, que pode provocar olhos saltados (exoftalmia), pálpebras inchadas e até visão dupla. É importante procurar um oftalmologista para diagnóstico e acompanhamento conjunto com o endocrinologista.


Lesões oculares e traumas


Batidas, quedas e acidentes podem causar inchaço ao redor dos olhos, resultando no chamado “olho roxo”. Na maioria dos casos, o edema é leve, mas em algumas situações pode haver lesões internas, exigindo avaliação médica imediata.


Outros sintomas associados


Além do inchaço, podem ocorrer:

  • Olhos vermelhos;

  • Dor ocular;

  • Fotofobia (sensibilidade à luz);

  • Lacrimejamento excessivo;

  • Visão embaçada;

  • Dor de cabeça.


Quando o inchaço é acompanhado de dor intensa, alteração visual ou febre, deve-se procurar atendimento oftalmológico de urgência.


Quando procurar um oftalmologista?


Se o inchaço persistir por mais de dois dias, vier acompanhado de dor, secreção, vermelhidão intensa ou visão turva, é fundamental realizar uma avaliação com um especialista. Somente o oftalmologista pode identificar a causa exata e indicar o tratamento adequado.


Tratamento e prevenção


O tratamento do olho inchado depende da causa. Em casos leves, compressas frias e descanso ocular ajudam a aliviar o desconforto. Já nas situações inflamatórias ou infecciosas, pode ser necessário o uso de colírios, pomadas antibióticas ou anti-inflamatórias.


Para prevenir novos episódios:

  • Evite coçar os olhos;

  • Retire a maquiagem antes de dormir;

  • Faça pausas durante o uso prolongado de telas;

  • Mantenha a higiene das pálpebras;

  • Use lentes de contato com orientação profissional.


Tratamento - o que fazer?


O tratamento dos olhos ou pálpebras inchadas depende, naturalmente, da causa subjacente.

Por exemplo, se os olhos estão inchados devido a alergias oculares, colírios anti-histamínicos ou remédios sistêmicos, bem como “lubrificantes” ou lágrimas artificiais vão ajudar a aliviar os sintomas. Em outros casos, como na conjuntivite ou herpes ocular, podem ser prescritos antibióticos, anti-inflamatórios, etc. (em colírios ou pomadas oftálmicas).


Em qualquer caso não se automedique e consulte o seu médico oftalmologista, pois a utilização de determinados medicamentos sem prescrição médica pode agravar o problema.

Em alguns casos, pode em casa efetuar alguns procedimentos simples, uma espécie de tratamento natural ou remédio caseiro para ajudar a aliviar a sintomatologia e “tirar ou acabar com inchaço” ou “desinchar os olhos”.


Em primeiro lugar, não esfregue ou “coce” os olhos, pois isso só irá agravar o problema. Se usa lentes de contacto, remova-as até que se resolva o problema. Aplicando uma compressa fria, por vezes, pode reduzir o inchaço das pálpebras, contudo em algumas doenças dos olhos não se deve aplicar compressas frias sob pena de agravar o problema. Em determinadas patologias como por exemplo no hordéolo, no calázio, etc, pode, de igual modo, efetuar alguns tratamentos caseiros. Veja mais informação em cada uma das doenças relacionadas.


Em termos de prevenção, deixamos-lhe algumas recomendações, a saber:


  • Consulte o médico oftalmologista, fundamentalmente se apresenta algum dos sinais e sintomas atrás mencionados;

  • Faça os testes das alergias se apresenta pálpebras inchadas e outros sintomas com ocorrência regular. Ao saber ao que é alérgico, pode tentar evitar alérgenos específicos ou, pelo menos, estar atento à sua exposição. Escolha maquiagem e outros produtos de beleza que são hipoalergênicos;

  • Procure colírios sem conservantes, pois algumas pessoas são alérgicas a estes conservantes;

  • Se usar lentes de contacto, pode minimizar o risco de infeção ocular ou irritação praticando técnicas de higiene adequadas, incluindo a substituição frequente das suas lentes de contacto. Além disso, é essencial seguir as recomendações do seu oftalmologista quanto ao tempo de uso e à limpeza adequada do estojo e das lentes, garantindo uma visão nítida e segura todos os dias.


Manter uma boa saúde ocular começa com pequenos hábitos diários e com o acompanhamento regular de um especialista. Cuide dos seus olhos, eles merecem a sua atenção

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