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Descolamento de retina

  • Foto do escritor: Dra. Alléxya Affonso
    Dra. Alléxya Affonso
  • 17 de set. de 2025
  • 3 min de leitura

descolamento da retina


O descolamento de retina é uma condição grave e urgente, caracterizada pela separação da retina neurossensorial em relação ao epitélio pigmentar da retina. Quando não tratado a tempo, pode levar à perda visual irreversível e até à cegueira.


A retina é uma fina camada de tecido responsável por captar a luz que entra nos olhos e transformá-la em sinais elétricos. Esses sinais são enviados ao cérebro pelo nervo óptico, permitindo a formação das imagens que enxergamos.


Quando ocorre um descolamento, a função da retina fica comprometida, pois ela deixa de receber nutrição adequada. Situações como traumas oculares ou cranianos, o descolamento posterior do vítreo e lesões na retina podem provocar rasgos ou buracos que permitem a entrada de líquido sob a retina, levando ao descolamento.


O descolamento pode começar de forma localizada, mas tende a se expandir rapidamente. Sem tratamento imediato, toda a retina pode se soltar, resultando em perda visual severa. Por isso, o atendimento oftalmológico deve ser feito com urgência, idealmente nas primeiras 24 a 72 horas após os sintomas.


Tipos de descolamento de retina


Existem três formas principais de descolamento de retina:

Descolamento regmatogênico

É o tipo mais comum e acontece quando há uma rotura na retina (rasgo, buraco ou diálise). Essa abertura permite que o vítreo, o gel que preenche a parte interna do olho, infiltre-se sob a retina, causando o descolamento.

  • Buracos retinianos: geralmente relacionados à atrofia da retina, comuns em áreas de degeneração lattice.

  • Rasgaduras: provocadas por tração do vítreo sobre a retina.

  • Diálises: rupturas periféricas, muitas vezes associadas a trauma ou degeneração.



Descolamento seroso (ou exsudativo).

Nesse caso, não há rasgos. Ocorre devido a inflamações, alterações vasculares ou tumores, que provocam acúmulo de líquido sob a retina. É menos frequente e não costuma ter indicação cirúrgica imediata, mas pode estar relacionado a doenças graves, como o melanoma de coroide.


Descolamento tracional

Decorre da formação de tecidos fibrosos ou fibrovasculares dentro do olho, que “puxam” a retina para fora de sua posição normal. É mais comum em doenças como retinopatia diabética proliferativa ou após inflamações oculares.


Sintomas do descolamento de retina


O descolamento de retina não causa dor, mas apresenta sinais de alerta que não devem ser ignorados. Entre os principais sintomas estão:

  • Corpos flutuantes (“moscas volantes”): pequenas manchas, fios ou pontos escuros que parecem flutuar no campo de visão.

  • Flashes de luz (fotopsias): clarões semelhantes a relâmpagos, principalmente em ambientes escuros.

  • Sombra ou cortina no campo visual: geralmente começa em uma parte da visão e pode se expandir.

  • Queda súbita da visão central: ocorre quando a mácula (região central da retina) é afetada.


Na maioria dos casos, os sintomas aparecem após o descolamento posterior do vítreo, condição comum com o envelhecimento.


Atenção: qualquer pessoa que perceba flashes de luz, aumento repentino de moscas volantes ou sensação de sombra no campo visual deve procurar imediatamente um oftalmologista.

Principais causas


O descolamento de retina pode ocorrer por diferentes mecanismos:

  • Buracos retinianos: geralmente associados ao envelhecimento ou áreas de fragilidade da retina.

  • Rasgaduras: causadas pela tração vítreo-retiniana.

  • Tração retiniana: relacionada a doenças como a retinopatia diabética.

  • Acúmulo de líquido: em inflamações ou doenças vasculares da retina.


Fatores de risco


Algumas situações aumentam a probabilidade de desenvolver descolamento de retina:

  • Idade acima de 40 anos;

  • Histórico pessoal ou familiar da doença;

  • Alta miopia;

  • Retinopatia diabética;

  • Glaucoma;

  • Cirurgia ocular prévia, como de catarata;

  • Traumas oculares ou cranianos;

  • Doenças sistêmicas (ex.: eclâmpsia, homocistinúria, síndrome de Stickler, doença de von Hippel-Lindau);

  • Tabagismo.


Diagnóstico


O diagnóstico é feito por meio de exame oftalmológico detalhado, com recursos como a oftalmoscopia e a retinografia. Esses métodos permitem visualizar diretamente a retina e documentar as lesões para acompanhamento.


Tratamento


O tratamento do descolamento de retina é cirúrgico e deve ser realizado com urgência. A escolha da técnica depende do tipo e da gravidade do descolamento.


Principais opções cirúrgicas


  • Fotocoagulação a laser ou criopexia: indicadas para rasgos ou pequenos descolamentos.

  • Indentação escleral: uso de uma faixa de silicone que comprime a esclera para manter a retina no lugar.

  • Retinopexia pneumática: injeção de uma bolha de gás no olho para tamponar a lesão.

  • Vitrectomia: remoção do vítreo e substituição por gás ou óleo de silicone, sendo atualmente o procedimento mais realizado.


Prognóstico e recuperação


Graças às técnicas modernas, mais de 90% dos casos podem ser tratados com sucesso já na primeira cirurgia. Entretanto, a recuperação da visão pode levar semanas ou meses, e o resultado depende do tempo decorrido até o tratamento e da área da retina afetada.


Os melhores resultados visuais acontecem quando a cirurgia é feita antes do comprometimento da mácula. Por isso, reconhecer os sintomas precocemente e procurar atendimento imediato é essencial para preservar a visão.


👉 Em resumo: o descolamento de retina é uma emergência oftalmológica. Quanto mais cedo for diagnosticado e tratado, maiores as chances de preservar a visão.

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