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Pinguécula Ocular

  • Foto do escritor: Dra. Alléxya Affonso
    Dra. Alléxya Affonso
  • há 1 dia
  • 4 min de leitura

midríase


Saiba o que é pinguécula, por que aparece aquela manchinha amarelada no olho, quais os sintomas, formas de tratamento e quando a cirurgia é indicada. Informações da Dra. Allexya Affonso.

O que é pinguécula?


Se você já notou uma pequena mancha amarelada ou esbranquiçada no branco do olho, especialmente próxima à borda da córnea, pode estar diante de uma pinguécula. Trata-se de uma degeneração benigna da conjuntiva (a membrana transparente que reveste a parte anterior do globo ocular e o interior das pálpebras), caracterizada pelo acúmulo de proteínas, gordura e/ou cálcio no tecido conjuntival, alterando sua coloração e textura.


Essa alteração se forma justamente na área da conjuntiva que fica exposta quando o olho está aberto, surgindo com maior frequência no canto interno do olho, do lado mais próximo ao nariz.


Além de proteger o olho das agressões externas do ambiente, a conjuntiva é uma estrutura delicada e sensível a fatores como radiação ultravioleta, ressecamento e poluição, terceiro todos relacionados ao desenvolvimento da pinguécula.


A condição pode surgir em apenas um olho (pinguécula unilateral), que é a apresentação mais comum, ou afetar os dois olhos ao mesmo tempo (pinguécula bilateral).


Quais são as causas da pinguécula?


Embora os mecanismos exatos ainda não sejam completamente compreendidos pela ciência, diversos fatores de risco já foram identificados e associados ao surgimento da pinguécula:


Olho seco: a lubrificação insuficiente da superfície ocular, seja por baixa produção ou má qualidade das lágrimas, é um dos fatores mais associados à pinguécula. Pessoas que passam muitas horas em frente a telas ou vivem em ambientes com ar muito seco têm maior predisposição.


Radiação ultravioleta (UV): a exposição prolongada e frequente ao sol sem proteção ocular adequada é um dos principais gatilhos para o desenvolvimento da pinguécula. Por isso, o uso de óculos com filtro UV é altamente recomendado.


Agentes ambientais adversos: vento constante, poeira, fumaça de cigarro e contato com água clorada de piscinas também figuram entre os fatores que irritam e comprometem progressivamente a conjuntiva.


Exposição ocupacional: algumas profissões aumentam consideravelmente o risco de desenvolver a condição, como soldadores e trabalhadores industriais expostos a resíduos de madeira, poeiras químicas e outros particulados.


Como prevenir a pinguécula?


A boa notícia é que medidas simples no dia a dia já fazem grande diferença:

• Mantenha os olhos bem lubrificados, especialmente em ambientes secos ou climatizados • Use óculos de sol com proteção UV certificada ao se expor ao sol • Evite ambientes com muita poeira, fumaça ou vento sem proteção ocular adequada


Quais são os sintomas da pinguécula?


Na maioria dos casos, a pinguécula causa poucos sintomas e pode até passar despercebida por um bom tempo. Quando os sintomas aparecem, os mais relatados são:


• Sensação de corpo estranho no olho, como se houvesse algo incomodando • Olhos vermelhos e com aparência irritada • Ressecamento e coceira ocular • Edema conjuntival (inchaço localizado na região afetada)


O sinal mais visível e característico é a mancha amarelada ou levemente esbranquiçada sobre o branco do olho. Ela pode começar pequena e permanecer estável por anos, ou crescer gradualmente ao longo do tempo, o que merece acompanhamento oftalmológico regular.


Como é feito o diagnóstico?


O diagnóstico da pinguécula é realizado pelo oftalmologista durante a consulta de rotina, por meio do exame de lâmpada de fenda. Esse equipamento permite ao especialista observar em detalhes as estruturas da superfície ocular, confirmando a presença da lesão e descartando outras condições que possam ter aparência semelhante.


Pinguécula tem cura?


A pinguécula é uma condição benigna e, na grande maioria dos casos, evolui de forma favorável sem necessidade de qualquer intervenção. Muitos pacientes convivem com ela por anos sem qualquer impacto significativo na visão ou no conforto ocular.


No entanto, em alguns casos, a pinguécula pode progredir e dar origem a uma complicação mais séria: o pterígio, uma degeneração da conjuntiva que avança sobre a superfície da córnea em direção à pupila, podendo comprometer a visão se não tratado adequadamente. Essa progressão costuma ser lenta, mas reforça a importância do acompanhamento regular com o oftalmologista.


Tratamento da pinguécula


O tratamento não é necessário na maioria dos casos. Quando indicado, a abordagem depende da intensidade dos sintomas, do crescimento da lesão e do impacto estético ou visual para o paciente.


Colírios lubrificantes: quando há irritação, ressecamento ou vermelhidão, as lágrimas artificiais são a primeira linha de tratamento. Elas aliviam o desconforto e reduzem a inflamação local de forma eficaz e segura.


Colírios anti-inflamatórios: em casos com sintomas mais intensos, o oftalmologista pode prescrever colírios anti-inflamatórios para controlar a reação inflamatória da conjuntiva.


Monitoramento: quando a pinguécula é pequena, estável e sem sintomas, o acompanhamento periódico é suficiente. Qualquer mudança de tamanho, formato ou cor da mancha deve ser comunicada ao médico o quanto antes.


Cirurgia da pinguécula: quando é indicada?


A remoção cirúrgica da pinguécula é indicada quando:

• O crescimento da lesão ameaça comprometer a visão • Os sintomas tornam-se persistentes e incômodos, prejudicando a qualidade de vida • O aspecto estético da mancha afeta a autoestima do paciente de forma significativa


O procedimento é realizado em regime ambulatorial, sob anestesia local, e é considerado uma cirurgia de baixa complexidade, com riscos mínimos e recuperação rápida. Na maioria dos casos, o paciente retoma suas atividades normais logo após a intervenção, sem necessidade de internação.


Notou uma manchinha amarelada no olho ou está sentindo irritação ocular persistente? Não deixe para depois. A Dra. Allexya Affonso pode avaliar seu caso, confirmar o diagnóstico e indicar a melhor conduta para você. Agende sua consulta e cuide dos seus olhos com quem entende.


As informações têm caráter exclusivamente educativo e não substituem a consulta com um profissional de saúde habilitado.

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