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Retinopatia Diabética

  • Foto do escritor: Dra. Alléxya Affonso
    Dra. Alléxya Affonso
  • 11 de fev.
  • 5 min de leitura

retinopatia diabética


Entenda o que é retinopatia diabética, seus estágios, sintomas, exames e tratamentos. Saiba como prevenir a perda visual causada pelo diabetes.


Retinopatia Diabética: o que é e como afeta a visão



retinopatia diabética

A retinopatia diabética é uma das complicações mais frequentes do diabetes e figura entre as principais causas de perda visual e cegueira em adultos. A doença ocorre devido a alterações progressivas nos vasos sanguíneos da retina, estrutura responsável por captar as imagens e enviá-las ao cérebro.


Com o passar do tempo, esses vasos podem se tornar enfraquecidos, dilatados ou obstruídos, levando ao extravasamento de sangue e líquidos para a retina ou para o interior do olho (vítreo). Esse processo compromete a qualidade da visão e, em casos avançados, pode causar perda visual severa.


Como a retinopatia diabética causa perda de visão?


A diminuição da visão na retinopatia diabética ocorre principalmente por dois mecanismos:


  1. Hemorragia vítrea: Nos estágios mais avançados da doença, podem surgir novos vasos sanguíneos anormais, chamados de neovasos. Esses vasos são frágeis e podem se romper facilmente, causando sangramento dentro do olho. Quando o sangue se acumula no vítreo, a visão pode ficar turva ou até desaparecer temporariamente.

  2. Edema macular diabético: O vazamento de líquido dos vasos alterados pode atingir a mácula, região central da retina responsável pela visão de detalhes, leitura e reconhecimento de rostos. O acúmulo de fluido provoca inchaço (edema), resultando em visão borrada ou distorcida. O edema macular pode ocorrer em qualquer fase da retinopatia, sendo mais comum nas formas avançadas.


Quem pode desenvolver retinopatia diabética?


A retinopatia diabética pode acometer tanto pessoas com diabetes tipo 1 (geralmente em uso de insulina) quanto com diabetes tipo 2 (tratadas com medicamentos orais ou insulina). Em geral, ela surge após alguns anos de evolução da doença, aparecendo mais precocemente em pacientes com diabetes tipo 1.


Além do controle inadequado da glicemia, outros fatores aumentam o risco e aceleram a progressão da retinopatia diabética, como:

  • Hipertensão arterial

  • Colesterol elevado

  • Tabagismo

  • Fatores genéticos


A gravidade da retinopatia está diretamente relacionada ao tempo de duração do diabetes. Por isso, pessoas com diabetes tipo 1 ou tipo 2 devem realizar exame de fundo de olho pelo menos uma vez por ano, mesmo na ausência de sintomas.


Retinopatia diabética na gestação


Em mulheres grávidas com diabetes, incluindo o diabetes gestacional, a retinopatia pode evoluir de forma mais rápida. Nesses casos, recomenda-se realizar o exame de fundo de olho logo no início da gestação e repetir a avaliação após o parto.


Outras doenças oculares associadas ao diabetes


Além da retinopatia diabética, pessoas com diabetes apresentam maior risco de desenvolver outras condições oculares, como:


  • Catarata: opacificação do cristalino, que deixa a visão embaçada

  • Glaucoma: aumento da pressão intraocular, que pode causar dano irreversível ao nervo óptico. O risco de glaucoma em pessoas com diabetes é aproximadamente duas vezes maior quando comparado à população não diabética.


Estágios da Retinopatia Diabética



retinopatia

A retinopatia diabética é classificada conforme a extensão e a gravidade das alterações na retina, podendo variar desde formas leves até quadros que levam à cegueira.


Retinopatia Diabética Não Proliferativa


É a fase inicial da doença. Nessa etapa, ocorrem alterações nos pequenos vasos da retina, como:


  • Microaneurismas (dilatações vasculares)

  • Pequenas hemorragias

  • Exsudatos (depósitos de gordura ou proteínas)


Essa fase é subdividida em:

  • Leve: presença apenas de microaneurismas

  • Moderada: microaneurismas associados a hemorragias e exsudatos

  • Grave: obstrução de vários vasos, reduzindo o suprimento de sangue para a retina e estimulando a formação de vasos anormais


Retinopatia Diabética Proliferativa


Corresponde ao estágio mais avançado da doença. É caracterizada pelo crescimento de novos vasos sanguíneos na retina e no disco óptico. Esses vasos são frágeis e apresentam alto risco de sangramento, podendo causar hemorragia vítrea, perda visual importante ou cegueira.

Cerca de 50% dos pacientes com retinopatia proliferativa também desenvolvem edema macular, principal causa de perda visual em pessoas com diabetes.


Sintomas da Retinopatia Diabética



retinopatia

Nos estágios iniciais, a retinopatia diabética geralmente não provoca sintomas, o que reforça a importância dos exames oftalmológicos regulares.


Quando os sintomas aparecem, os mais comuns são:

  • Visão embaçada

  • Dificuldade para leitura

  • Manchas escuras ou pontos flutuantes no campo visual

  • Oscilações na qualidade da visão

  • Perda súbita da visão, geralmente associada a sangramento intraocular


Como é feito o diagnóstico?


O diagnóstico da retinopatia diabética é realizado por meio de exames oftalmológicos específicos, como:


  • Exame de fundo de olho (fundoscopia / mapeamento de retina): permite a visualização direta da retina e do nervo óptico após dilatação da pupila

  • Teste de acuidade visual: avalia a capacidade de enxergar detalhes

  • Tonometria: mede a pressão intraocular

  • OCT (tomografia de coerência óptica) macular: avaliava a presença de edema na retina

  • Angiografia fluoresceínica: exame com contraste que identifica vazamentos, áreas sem irrigação sanguínea e edema macular


A retinopatia diabética tem cura?


A retinopatia diabética não tem cura, mas pode ser controlada de forma eficaz. O tratamento adequado e o acompanhamento regular reduzem significativamente o risco de perda visual.

O controle rigoroso da glicemia, da pressão arterial e dos níveis de colesterol é fundamental para prevenir o surgimento da doença e retardar sua progressão.


Tratamento da Retinopatia Diabética


O tratamento depende do estágio da retinopatia e das alterações encontradas nos exames.


  1. Retinopatia Diabética Não Proliferativa

Nas fases iniciais, muitas vezes não é necessário tratamento imediato, apenas acompanhamento periódico. Quando há edema macular, pode ser indicada a fotocoagulação a laser para reduzir o inchaço e preservar a visão.


  1. Retinopatia Diabética Proliferativa

Nos casos mais avançados, o tratamento é essencial para evitar complicações graves. As principais opções incluem:


  • Fotocoagulação a laser (laser de argônio): reduz o crescimento dos vasos anormais e o risco de sangramento. Geralmente são necessárias de 3 a 5 sessões. Pode causar leve desconforto e redução temporária da visão periférica ou noturna.

  • Injeções intraoculares de antiangiogênicos: ajudam a controlar o edema macular e a regressão dos vasos anormais.

  • Vitrectomia: cirurgia indicada em casos de hemorragia vítrea intensa. Consiste na remoção do vítreo com sangue e sua substituição por uma solução transparente. O procedimento é realizado com anestesia local ou geral e costuma ter boa recuperação.


Prevenção: a melhor forma de proteger a visão


A prevenção é a estratégia mais eficaz contra a retinopatia diabética. Algumas medidas fundamentais incluem:


  • Manter a glicemia sob controle

  • Controlar a pressão arterial e o colesterol

  • Realizar consultas oftalmológicas regulares

  • Evitar o tabagismo


Mesmo em fases avançadas, tratamentos como o laser e a vitrectomia são capazes de impedir a progressão da perda visual, embora não recuperem a visão já comprometida.


Quando há perda visual importante, recursos de baixa visão como lupas, óculos especiais e dispositivos eletrônicos ampliadores, podem ajudar a melhorar a qualidade de vida.


O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem reduzir em até 95% o risco de cegueira causada pela retinopatia diabética.



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