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Herpes ocular

  • Foto do escritor: Dra. Alléxya Affonso
    Dra. Alléxya Affonso
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura
herpes ocular



Saiba o que é herpes ocular, sintomas, formas de transmissão e tratamento com antivirais. Entenda os riscos, tipos (ceratite herpética) e quando procurar o oftalmologista.


O que é herpes ocular?


O herpes ocular é uma infecção que acomete estruturas do olho, causada principalmente pelo vírus herpes simples tipo 1 (HSV-1), o mesmo responsável pelo herpes labial. Outros vírus da família herpes também podem estar envolvidos, como o herpes simples tipo 2 (HSV-2) e o vírus varicela-zóster, associado ao herpes-zóster.


A infecção ocular por herpes pode apresentar diferentes níveis de gravidade, desde quadros leves, com boa resposta ao tratamento, até formas mais complexas, com risco de comprometimento visual permanente.


Na maioria das vezes, apenas um olho é afetado. No entanto, em algumas situações, o vírus pode atingir ambos os olhos, caracterizando um quadro bilateral.


Tipos de herpes ocular


O herpes ocular pode se manifestar de diferentes formas, dependendo da estrutura ocular acometida.


Ceratite herpética


É a apresentação mais frequente, caracterizada pela infecção da córnea, principalmente em sua camada mais superficial (epitélio).


Costuma evoluir com dor, desconforto e sensibilidade à luz, sendo geralmente tratável sem sequelas quando diagnosticada precocemente.


Ceratite estromal (intersticial)


Ocorre quando o processo inflamatório atinge camadas mais profundas da córnea.


Pode resultar em:

  • Cicatrizes corneanas

  • Redução da visão

  • Complicações mais graves, incluindo perda visual


Essa forma está frequentemente associada a uma resposta imunológica tardia após infecção inicial.


Iridociclite herpética


Caracteriza-se pela inflamação da íris e de estruturas adjacentes, sendo uma forma de uveíte anterior.


Principais manifestações:

  • Dor ocular intensa

  • Fotofobia acentuada

  • Visão embaçada

  • Vermelhidão ocular


Retinite herpética


Formas mais raras podem acometer a retina, sendo denominadas retinites virais herpéticas. São quadros potencialmente graves e exigem diagnóstico e tratamento imediatos.


Sintomas do herpes ocular


Os sinais e sintomas variam conforme a estrutura ocular envolvida, mas os mais comuns incluem:

  • Dor ocular (leve a intensa)

  • Vermelhidão nos olhos

  • Sensibilidade à luz (fotofobia)

  • Lacrimejamento

  • Visão turva

  • Sensação de corpo estranho

  • Ardor ocular

  • Edema palpebral


Em alguns casos, podem surgir lesões cutâneas próximas aos olhos, especialmente quando há envolvimento do herpes-zóster.


Transmissão do herpes ocular


O herpes ocular é contagioso e pode ser transmitido por contato direto com secreções infectadas.


Principais formas de transmissão:
  • Contato com lesões ativas (ex.: herpes labial)

  • Gotículas de saliva

  • Secreções nasais

  • Compartilhamento de objetos contaminados (ex.: maquiagem)


Também pode ocorrer autoinoculação, quando o próprio paciente leva o vírus da boca ou pele para os olhos por meio das mãos.


Além disso, o vírus pode se disseminar de um olho para o outro.


Medidas de prevenção


Para reduzir o risco de contágio e recorrência:

  • Higienizar as mãos com frequência

  • Evitar tocar os olhos, especialmente durante episódios de herpes labial

  • Não compartilhar maquiagem ou itens pessoais

  • Manter higiene rigorosa das lentes de contato

  • Evitar contato com secreções de pessoas infectadas


Herpes ocular tem cura?


O herpes ocular pode ser controlado e tratado de forma eficaz quando diagnosticado precocemente. No entanto, o vírus permanece no organismo em estado latente, podendo reativar em determinadas situações.


Tratamento do herpes ocular


O tratamento é baseado principalmente no uso de antivirais.


Terapia medicamentosa
  • Colírios antivirais

  • Pomadas oftálmicas

  • Antivirais orais (em casos selecionados)


A adesão rigorosa ao tratamento é fundamental, mesmo com melhora dos sintomas, para evitar recidivas.


Uso de corticoides


Em alguns casos, especialmente quando há inflamação corneana mais profunda, podem ser indicados colírios com corticoide.


Importante:

  • Devem ser utilizados somente sob supervisão médica

  • Podem elevar a pressão intraocular

  • Exigem acompanhamento rigoroso


Outras medidas terapêuticas

  • Colírios cicloplégicos para conforto

  • Monitorização da pressão ocular

  • Acompanhamento frequente com oftalmologista


Tratamento cirúrgico


Em situações graves, com dano corneano significativo, pode ser necessário procedimento cirúrgico, como transplante de córnea.


Recorrência do herpes ocular


Após o primeiro episódio, existe risco de recorrência, estimado entre 40% e 50%.

O vírus pode permanecer inativo por longos períodos e ser reativado por fatores como:

  • Estresse

  • Febre

  • Exposição solar

  • Traumas

  • Procedimentos médicos ou odontológicos

  • Alterações hormonais


Considerações finais


O herpes ocular é uma condição potencialmente grave, mas com bom prognóstico quando tratada precocemente. A identificação rápida dos sintomas e o início imediato do tratamento são essenciais para evitar complicações e preservar a visão.


Diante de sinais como dor ocular, vermelhidão e sensibilidade à luz, a avaliação oftalmológica deve ser realizada com urgência.

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