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Julho Turquesa

  • Foto do escritor: Dra. Alléxya Affonso
    Dra. Alléxya Affonso
  • há 3 dias
  • 5 min de leitura
Trabeculectomia



Julho Turquesa alerta para a importância do diagnóstico precoce da síndrome do olho seco.

Descubra como identificar a gravidade da doença e conheça tratamentos modernos, como a luz pulsada intensa (IPL).


Julho Turquesa: seu olho seco é leve, moderado ou grave?


Entenda os sintomas, saiba quando procurar um oftalmologista e conheça os tratamentos mais modernos


O Julho Turquesa é a campanha de conscientização dedicada à Síndrome do Olho Seco, uma doença que afeta milhões de pessoas e está entre os principais motivos de consulta ao oftalmologista.


Embora muitas pessoas pensem que o olho seco seja apenas uma sensação de “olho ressecado”, trata-se de uma doença crônica da superfície ocular que pode comprometer significativamente a qualidade de vida e, nos casos mais graves, causar lesões na córnea e redução da visão.


Com o aumento do tempo em frente às telas, o envelhecimento da população e o uso crescente de medicamentos que reduzem a produção lacrimal, o número de pacientes com olho seco continua aumentando.


Mas uma dúvida é muito comum:

Como saber se meu olho seco é leve, moderado ou grave?


A resposta depende não apenas dos sintomas, mas também dos exames realizados pelo oftalmologista.


O que é a Síndrome do Olho Seco?


A Síndrome do Olho Seco é uma doença multifatorial caracterizada pela perda da estabilidade da lágrima.


Isso pode acontecer por dois mecanismos principais:

  • produção insuficiente de lágrimas;

  • evaporação excessiva da lágrima.


Na maioria dos pacientes, o problema não é a falta de lágrimas, mas sim a sua rápida evaporação devido ao mau funcionamento das glândulas de Meibômio, localizadas nas pálpebras.


Essas glândulas produzem a camada lipídica da lágrima, responsável por impedir sua evaporação.


Quando elas deixam de funcionar adequadamente, a lágrima evapora rapidamente, causando inflamação da superfície ocular e uma série de sintomas.


Quais são os sintomas do olho seco?


Os sintomas podem variar bastante entre os pacientes.


Os mais comuns incluem:

  • sensação de areia nos olhos;

  • ardor ou queimação;

  • vermelhidão;

  • lacrimejamento excessivo (sim, o olho seco também pode causar excesso de lágrimas);

  • visão embaçada que melhora ao piscar;

  • sensibilidade à luz;

  • desconforto ao usar lentes de contato;

  • dificuldade para permanecer muito tempo no computador, celular ou leitura.


É importante destacar que a intensidade dos sintomas nem sempre corresponde à gravidade da doença.


Alguns pacientes apresentam poucos sintomas, mas já possuem alterações importantes na superfície ocular.


Como saber se o olho seco é leve, moderado ou grave?


A classificação da doença é feita por meio da associação entre os sintomas, os exames clínicos e o grau de comprometimento da superfície ocular.


Olho seco leve


Nos casos leves, os sintomas costumam aparecer apenas em algumas situações específicas, como:

  • uso prolongado de computador;

  • ambientes com ar-condicionado;

  • dias muito secos;

  • exposição ao vento.


Os pacientes podem apresentar:

  • leve ardor;

  • sensação ocasional de areia;

  • discreta vermelhidão;

  • necessidade eventual de colírios lubrificantes.


Nessa fase, normalmente ainda não existem lesões importantes na córnea.


Olho seco moderado


À medida que a doença evolui, os sintomas tornam-se mais frequentes e passam a interferir nas atividades diárias.


É comum ocorrer:

  • visão borrada ao longo do dia;

  • necessidade frequente de lubrificantes;

  • maior sensibilidade à luz;

  • desconforto para dirigir ou ler;

  • dificuldade para trabalhar muitas horas em frente às telas.


Os exames já demonstram alterações da qualidade da lágrima, inflamação da superfície ocular e disfunção das glândulas de Meibômio.


Olho seco grave


Nos casos graves, os sintomas podem ser incapacitantes.


O paciente pode apresentar:

  • dor ocular;

  • sensação constante de corpo estranho;

  • visão reduzida;

  • dificuldade para manter os olhos abertos;

  • fotofobia intensa;

  • lesões na córnea;

  • risco aumentado de infecções e úlceras corneanas.


Nessa fase, o tratamento deve ser iniciado o quanto antes para evitar danos permanentes à superfície ocular.


Existe exame para diagnosticar o olho seco?


Sim.

Atualmente existem equipamentos modernos que permitem avaliar detalhadamente a superfície ocular e identificar a causa do problema.


Entre os exames que podem ser realizados estão:


  • avaliação do tempo de ruptura da lágrima (TBUT);

  • menisco lacrimal;

  • osmolaridade da lágrima;

  • meibografia (análise das glândulas de Meibômio);

  • coloração da córnea e conjuntiva;

  • avaliação da qualidade da camada lipídica;

  • teste de Schirmer, quando indicado.


Esses exames permitem classificar corretamente a gravidade da doença e definir o tratamento mais adequado para cada paciente.


Nem todo olho seco é igual. Hoje sabemos que existem diferentes tipos de olho seco.


Os dois principais são:


Olho seco evaporativo


É o tipo mais frequente.


Ocorre quando as glândulas de Meibômio deixam de produzir gordura suficiente para proteger a lágrima da evaporação.


Esse tipo está muito relacionado ao uso excessivo de telas, blefarite, rosácea ocular e envelhecimento.


Olho seco por deficiência aquosa


Nesse caso, a glândula lacrimal produz quantidade insuficiente de lágrimas.

Pode ocorrer em doenças autoimunes, como a Síndrome de Sjögren, ou como consequência do envelhecimento e de alguns medicamentos.


Muitos pacientes apresentam uma combinação dos dois mecanismos.


Como é o tratamento do olho seco?


O tratamento depende da causa e da gravidade da doença.


Pode incluir:

  • mudanças de hábitos;

  • pausas durante o uso de telas;

  • aumento da ingestão de água;

  • higiene das pálpebras;

  • compressas mornas;

  • colírios lubrificantes;

  • colírios anti-inflamatórios;

  • suplementos com ômega-3 em casos selecionados;

  • tratamento da blefarite;

  • procedimentos realizados no consultório.


Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de controlar a doença antes que ocorram alterações permanentes.


Luz Pulsada Intensa (IPL): um dos tratamentos mais modernos para olho seco


Nos últimos anos, a Luz Pulsada Intensa (IPL) tornou-se um dos principais avanços no tratamento do olho seco evaporativo causado pela disfunção das glândulas de Meibômio.


Diferentemente dos colírios, que aliviam os sintomas temporariamente, a IPL atua diretamente em uma das principais causas da doença.


Durante o procedimento, pulsos controlados de luz são aplicados na pele ao redor das pálpebras.


Essa energia promove diversos efeitos benéficos, como:

  • redução da inflamação da superfície ocular;

  • melhora da função das glândulas de Meibômio;

  • fluidificação da gordura que obstrui as glândulas;

  • diminuição da carga de bactérias e ácaros (Demodex) presentes nas pálpebras;

  • melhora da qualidade da camada lipídica da lágrima;

  • redução da evaporação lacrimal.


Como consequência, muitos pacientes apresentam melhora importante dos sintomas e reduzem a necessidade do uso frequente de colírios lubrificantes.


Quem pode fazer o tratamento com Luz Pulsada?


A IPL é indicada principalmente para pacientes que apresentam:

  • disfunção das glândulas de Meibômio;

  • blefarite;

  • rosácea ocular;

  • olho seco evaporativo;

  • sintomas persistentes apesar do uso de colírios.


Antes do procedimento, é fundamental realizar uma avaliação oftalmológica completa para confirmar a indicação.


Na maioria dos protocolos, são realizadas 3 a 4 sessões, com intervalo de aproximadamente 15 a 30 dias, podendo ser necessárias sessões de manutenção de acordo com a evolução clínica.


O tratamento é rápido, realizado em consultório e permite que o paciente retorne às atividades habituais no mesmo dia.


É possível prevenir o olho seco?


Embora nem todos os casos possam ser evitados, algumas medidas ajudam a reduzir o risco e controlar a doença:

  • fazer pausas durante o uso de computador e celular;

  • lembrar de piscar com frequência;

  • evitar exposição direta ao ar-condicionado e ventiladores;

  • manter boa hidratação;

  • tratar blefarite e rosácea precocemente;

  • realizar consultas oftalmológicas periódicas.


Julho Turquesa: cuidar dos olhos é cuidar da qualidade de vida


A Síndrome do Olho Seco é uma doença crônica, mas que pode ser controlada com diagnóstico precoce e tratamento adequado.


Se você apresenta ardor, sensação de areia, lacrimejamento, visão embaçada ou desconforto frequente, não considere esses sintomas “normais”. Eles podem ser sinais de uma doença que merece investigação.


Neste Julho Turquesa, aproveite para realizar uma avaliação oftalmológica. Com exames modernos e tratamentos cada vez mais eficazes, incluindo a Luz Pulsada Intensa (IPL), é possível controlar a doença, aliviar os sintomas e proporcionar mais conforto e qualidade de vida.

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